sábado, maio 05, 2007

Nerve XC 6.0

Já lá vão cerca de 15 dias e 180Km percorridos desde que a XC6 chegou!

Logo para começar foi muito difícil decidir qual o tipo de bike (rígida ou suspensão total) e depois a marca!
Optei pela suspensão total até porque a minha experiência anterior era em rígida e andava cheio de vontade de experimentar susp. Total.
Note-se que a voltinha que fiz (cerca de 20Km) na Nerve XC7 do Paulo ajudou-me e muito a tirar algumas conclusões que acabaram por se traduzir na compra da XC6.
Aspecto geral da bike:

Logo à primeira vista sobressai o contraste entre o preto e o branco e depois a qualidade dos componentes e a atenção aos pormenores, como é o caso das protecções das bichas, autocolantes transparentes nas zonas de contacto das bichas com o quadro e um autocolante transparente que cobre toda a parte inferior do tubo que liga o eixo pedaleiro à caixa de direcção, desta forma o quadro não corre o risco de ficar picado devido às pedras que saltam da roda da frente.




É verdade que este quadro não é um quadro que exiba um grande trabalho ao nível da geometria exterior da tubagem, mas uma coisa é certa, os tubos utilizados têm a espessura da parede variável e a qualidade das soldaduras e pontos de rotação são evidentes.
A nível de peso esta maquina não fica nada, mas mesmo nada atrás de outras bem mais caras e com níveis de equipamento semelhantes.
As fotos a seguir ilustram a qualidade de alguns dos componentes utilizados.



Sensações aos comandos da bike durante estes 180Km.
- Posição de condução:
A posição de condução fica entre uma bike racing e uma bike puramente XC, o facto de ter pedido um avanço mais curto que o satndard (90mm) acaba por proporcionar uma posição mais fechada e mais natural. No entanto, talvez a medida ideal fosses os 105mm pois tive de recuar o selim.

- Suspensão:
Na frente a Fox FRLC cumpre bem o seu papel, a suspensão tem bastante rigidez estrutural e o seu desempenho depende de um bom compromisso de afinações. Os 100mm de curso não são reais, no limite o curso deve ficar entre 90 a 95mm.

- Amortecedor:
O Fox RP23 tem um funcionamento bastante suave e a diferença entre os 3 níveis de propedal disponíveis é notória. O nível 2 é o que tenho utilizado mais para rolar, para descer coloco o amortecedor na posição de totalmente aberto e é sentir a traseira a trabalhar.
Claro que o facto de termos um amortecedor atrás não significa que deixamos de sentir as irregularidades do terreno, o que acontece é que a roda traseira lê melhor o terreno o que se traduz em maior conforto e tracção.

- Travões:
Os K24 são excelentes. É fácil dosear a travagem e têm um aspecto bastante light.

- Rodas:
Os cubos Sun Ringlé têm um rolar muito bom e o conjunto cubos, raios, aros tem estado impecável até ao momento.

- Transmissão:
Só falta a cassete XT (a de origem é deore). Tanto os comando Sram como os desviadores são bastante precisos. A única coisa de que me posso queixar é de um ligeiro barulho de engrenagem que por vezes ouço penso ser proveniente da roldana inferior do esticador (talvez ainda não esteja suficientemente rodado).

Aspectos Negativos
E como nem tudo são rosas agora vamos aos aspectos negativos.
1) O selim. Comigo só fez os primeiros 20Km, definitivamente não foi feito para mim. A canyon bem que podia montar um selim mais confortável e esquecer um pouco o aspecto do peso.
2) Pipo do amortecedor. O acesso ao pipo fica limitado pela biela principal da suspensão, veja-se a foto.
O espaço disponível é muito reduzido, para enroscar o racord é necessário comprimir o amortecedor. Não se consegue dar pressão ao amortecedor na posição de repouso.
3) Defeito de acabamento junto a um dos autocolante do quadro. Este defeito só é visível quando se observa o quadro na zona em causa com mais atenção. Esta situação já foi reportada à Canyon e está a ser analisada.

Bem, por agora é tudo! Boas pedaladas para todos!

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